Sobre o Pensamento

fevereiro.

Em “A maçã no Escuro”, Clarice Lispector fala a respeito do pensamento. Na verdade, o livro todo se passa basicamente dentro da cabeça do personagem principal. Já o li a alguns anos, foi pesado e cansativo, mas uma ideia me marcou profundamente: o pensamento é como um labirinto, e pensar demais pode submergir uma pessoa; pode-se cair num precipício dentro da própria mente, do qual a saída é extremamente difícil de encontrar.

E o que acontece quando se faz diversos planos, e nada se concretiza? Quando se toma um choque de realidade, e percebe-se que tudo que aprendeu e acreditou durante a vida, simplesmente não era bem como foi dito? Normalmente, a atitude é parar e refletir: onde está o erro? Qual o caminho a seguir?

Mas, o que acontece quando não se encontra respostas para estas perguntas?

Ainda bem que Clarice já havia alertado, deve ter salvo muita gente do manicômio. Estar perdido quanto ao rumo da vida e nos próprios pensamentos, não é nada mais do que simplesmente estar perdido.

E quando se está perdido, o mais simples é pedir ajuda. Voltar para o lugar onde estava “achado”. Ler o mapa que diz “você está aqui”. Ligar o GPS. Lembrando que o GPS da vida é Deus, é a fé, independente do nome que você dá a Deus.

E pedir ajuda, voltar, etc. não são nada mais que pequenas atitudes. Para se encontrar, é preciso sair da divagação e começar a agir, um passo de cada vez em direção ao “se encontrar”.

Como já dizia Martin Luther King: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.”

Até para mudar de caminho é preciso dar um passo, só que numa direção diferente. Portanto, não precisa parar de pensar, apenas continue andando enquanto pensa.