Menino chinês mata frangos a grito

Um menino chinês de quatro anos matou 443 frangos numa província do leste da china. O fato se torna ainda mais inusitado devido ao modo de como foi feito: a gritos.

O pai do menino distribui gás no povoado de Jiangsu, e foi acompanhado do filho para fazer uma entrega. Os latidos dos cães do local fizeram com que o pequeno chinês se assustasse e começasse a gritar, o que assustou frangos de um galinheiro próximo. As aves pisotearam-se umas nas outras, e centenas morreram esmagadas.

A corte da província decidiu que o pai deverá pagar cerca de R$ 500 como indenização ao proprietário do galinheiro.

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Seis Formas de Amar

Ah, é claro: tem aquela coisa de pendurar faixa na rua, mandar caixa de bombons e contratar seresteiros para cantar “Codinome: Beija-Flor” na porta do ser amado. Mas demonstrar afeto não precisa ser, digamos, esse ato descarado, cheio de pirotecnia. Entre amigos, por exemplo, as menores ações é que extenuam os maiores sentimentos. E talvez você aí tenha sido alvo de uma enorme declaração de amor, só ainda não percebeu.

Não acho que mostrar carinho precise envolver altas somas de dinheiro ou palavras que fariam William Shakespeare se sentir um estivador insensível. Às vezes, mesmo sem dizer um A ou entregar pacote com laço de fita, amor e amizade são escancarados ao universo. Tudo depende de ser atento, de gostar realmente do outro e de perceber o que mostra o sentimento.

Já percebeu como é fácil notar que alguém nos adora com todo o coração? As atitudes é que demonstram tudo isso.

Ligar em datas bobas
Telefonar no aniversário ou para dar feliz Natal é praxe. Alguns infiéis esquecem até mesmo disso, mas o costume é cumprimentar o amigo ao menos na comemoração de seu nascimento. Demonstrar amor, porém, é ligar quando ele faz aniversário de casamento – e olha que você nem foi padrinho. É bater um fio ao lembrar que o cachorro dele morreu faz exatos dez anos. Ou que hoje completa-se um ano da mudança da sogra para o Acre. Isso sim é lembrança apaixonada.

Levar um quitute predileto
Manda a boa educação que, ao visitar um amigo, leve-se ao menos um vinho debaixo do braço. Ou cerveja, tequila, refrigerante de uva dois litros, que seja. Mas bonito de verdade é aproveitar a chance e presenteá-lo com uma caixa de paçoca em formato de rolha, com dois Dip’N’Liks achados no fundo do mercado, com um saquinho de Confete ou qualquer coisa que apenas ele vai apreciar de fato. Laços se fazem assim.

Ajudar com a casa
Nunca me esqueço de uma passagem do livro “
Mothern – Manual da Mãe Moderna”, quando uma das moças falava sobre “amizade pós-parto”. A chegada do bebê em casa, traumática em todas as mudanças que traz, fica amenizada quando os seres queridos estão por perto. Um amigo da mãe recente, no desespero de ajudá-la naquela situação, não teve dúvidas: foi para a lavanderia, abriu a tábua de passar e tratou de assentar as roupinhas do neném. Puro amor ou o quê? Dar uma mão lavando a louça, juntando os copos ou arrasando na vassoura também vale.

Avisar de um programa
Então você está lá, bobamente zapeando canais – e variando entre dois minutos no Discovery Health, meia hora no filme do Van-Damme e três segundos parado no Canal do Boi. Toca o telefone, e é uma boa alma informando que no History Channel acaba de começar a reprise do programa sobre o Egito que você estava morrendo pra ver! Não tem dinheiro no mundo que pague um amigo sagaz e rápido de telefonema como esse.

Passar e dar carona
Proporcionar o carreto de pessoas devia contar pontos no céu. São divinos aqueles que proferem o “deixa que eu te pego” – e buscam o amigo na porta e entregam no mesmo local após o programa. Alguns mártires ainda deixam o carona escolher a estação de rádio e regular o ar condicionado. Não bastasse, há quem desvie bairros e bairros do seu caminho para apanhar o colega. Tem que haver um cantinho do paraíso para quem ama ao próximo desse modo abnegado.

Mandar cartão postal
Para mim, esse é o ápice da doçura, do apego, da camaradagem. Imagine: o indivíduo está em merecidas férias, distante de tudo e com a chance máxima de se desvincular da rotina caseira. Pois ele para na barraquinha e usa seus parcos trocados em um cartão; acha tempo de escrever uma mensagem bacana e sucinta; usa os neurônios para lembrar-se o endereço do destinatário; lambe um selo de gosto ruim; acha uma caixa de correio confiável para depositar a coisa toda. E um ato aparentemente tão simples cruza o mundo como uma linha aérea de amizade e vai fazer a alegria de outro há quilômetros de distância. Lindo, sublime. Seguramente, uma das melhores formas de amar.

http://garotasquedizemni.ig.com.br/archives/001865.php

A Difícil Arte de ver TV nos EUA

Para gringo ver

Mudar-se para outro país é um processo bem traumático, por mais preparada que a pessoa esteja. É tudo diferente, esquisito, estranho. Existem aqueles problemas de adaptação mais óbvios, como a língua, os costumes, as regras. Mas existem também detalhes pequenos que só passando pela experiência. Como, por exemplo, a programação da TV. Para pegar o controle remoto aqui é preciso estar disposta a ver coisas que só sendo americano para agüentar.

Se os nossos canais abertos são uma tristeza, os da gringolândia não ficam muito atrás. Para começar, aqui as emissoras têm nomes tão iguais que mesmo depois de alguns meses eu ainda não consigo saber qual é a ABC, a CBS ou a NBC. A única faceta que eu consigo identificar é que uma tem o logotipo de pavãozinho, outra é um olho copiado pela Bandeirantes e outra é um círculo com o nome da emissora copiado pelo SBT. Mas nada além disso. E a programação também é muito confusa. É difícil decorar onde passa “Lost”, “Desperate Housewives” e “CSI”, sendo que no Brasil era tudo centralizado no canal por assinatura Sony.

Ao contrário da Globo, do SBT, da Record e companhia, cujos estilos (ou a falta deles) são bem óbvios, as emissoras aqui parecem ser todas iguais. Ok, eu posso estar falando a maior besteira do mundo, mas é essa a impressão que eu tenho em quase cinco meses de televisão americana. Juro que não é birra. Por exemplo: após o almoço, lá pelas duas da tarde, é hora de novelinha. Então absolutamente TODOS os canais passam novelinha. E longe de ser uma novelinha legal – é uma coisa que parece mexicana, mas sem o charme. Fora que as novelinhas aqui duram décadas. Isso mesmo. Imagine uma trama do Manoel Carlos, tipo “Laços de Família”, por 30 anos seguidos. Os atores nem são mais os mesmos, a história já tomou outro rumo mas… o troço nunca tem fim.

Não que eu esteja sentindo falta daqueles programas femininos cheios de merchan, de notícias super importantes como: onde a Luana Piovani vai passar o Carnaval e de receitas do arco da velha que nenhuma dona de casa tem paciência de encarar em pleno século XXI. Mas um pouquinho de variedade não faria mal a ninguém. Se eu quiser fugir das novelinhas, não me resta outra coisa que não seja o canal de compras. Vinte e quatro horas de ofertas de sapatos à bonequinhas de porcelana, passando por jogos de panelas, relógios e roupas. Tão interessante que eu prefiro assistir ao crescimento do bambu aquático que comprei.

A partir das seis da tarde, é hora dos telejornais. Logo, TODAS as emissoras passam os seus ao mesmo tempo, é claro. Assim, para dar bastante opção à audiência, sabe? E é essa hora que mais me dá nos nervos. Porque não é só o horário dos telejornais que são combinadinhos. As notícias também são! É um timing perfeito. Com a previsão do tempo acontece igual: a hora em que um moço ou moça aparece na frente de um mapa é dividida por todos os canais. Se eu nunca entendi por que vale a pena abrir uma loja de vestido de noiva na rua que só tem lojas de vestidos de noiva, imagine essa mentalidade. Fico boiando na lógica.

No quesito comerciais, é uma loucura a quantidade de propaganda de remédio que empurram goela abaixo. E não só de dor de cabeça, cólica ou gases, mas de mal de Alzheimer, herpes genital, câncer de cólon e outros quadros clínicos tão agradáveis quanto. Normalmente aparece uma mocinha simpática ou um rapazote muito bem-apessoado dizendo quanto a vida com hemorróidas ou com hepatite é ruim, e como melhorou depois de tomar o remédio tal. Daí entra uma voz falando que o remédio tal pode causar “enxaqueca, depressão, aborto, dor abdominal” e mais uma lista de um sem-número de efeitos colaterais.

A segunda obsessão nacional depois da farmácia são os produtos de limpeza. Nos comercias, todos são práticos, milagrosos e muito específicos. Tem a esponja para limpar banheira, tem o spray para perfumar o carpete, o esfregão que só falta fazer tudo sozinho ao som de um sucesso do Blondie. Ou seja, depois de ter certeza de que você tem sopro no coração e está com os dias contados se não falar para o seu médico sobre o remédio x, vem aquela vontade de esfregar o rejunte dos azulejos com algum paninho mágico vendido pelo Mr. Clean, um garoto-propaganda bombado e com sobrancelhas brancas que me causam pesadelos.

Isso porque ainda não entrei no mérito dos reality-shows. Tem desde os conhecidos do público brasileiro, como “O Aprendiz” do Donald Trump até os mais bregas e viciantes, como um de nome “Starting Over”, no qual eles botam um bando de mulher cheia de crises existenciais para baterem boca. A epidemia é tão grande que só faltam filmar os conflitos do dia-a-dia das lesmas de jardim. Já pensou? As lesminhas votando no final qual delas deve ser eliminada com sal? É melhor falar baixo, vai achem a idéia super inovadora. Ah, não posso esquecer ainda da seção “cópia mal-feita dos ingleses”, com programas originais da Grã-Bretanha e que foram adaptados para o público americano, como “Minha Casa, Sua Casa”. Até hoje não vi um cômodo sequer que tenha sido no mínimo aceitável.

Tudo isso, meu caro leitor, só para contar que assim como você, o telespectador ianque está lascado. Que os anjos digam amém à tevê por assinatura tanto na terra da feijoada quanto na terra do Big Mac.

 

Vivi Griswold às 09:10 AM