O Fim e o Início

Janeiro foi o mês dos antônimos. Não antônios, antônimos. Opostos, antíteses, divergências.

A começar pela quebra do laço de uma amizade maluca, boa, má, sem sentido e importante, com uma simples recepção da melhor forma que pude, de braços e coração aberto.

Depois e mais significativa, a minha imensa vontade e urgência em terminar o curso e me afastar da UFAL, aliada ao medo e insegurança da falta de perspectivas claras sobre o futuro.

Ao mesmo tempo em que não suportava mais estar naquela universidade, por me sentir deslocada, desagrupada e com poucas coisas mais a me acrescentar, eu temia pelo dia que me visse sem a proteção do vínculo acadêmico. As aulas que ainda tive eram em turmas já conhecidas, mas de pessoas que se faziam muito estranhas a mim, pois a maioria delas não desenvolvia sequer a relação de coleguismo (Agradeço a Raphinha, Nareida, Bodão e Antônio por estarem comigo nessa, porque aquela turma de civil era mesmo chata). Outras eram em turmas de conhecidos colegas, mas matérias extremamente chatas. A única disciplina que tinha boas coisas a acrescentar, aliada a uma boa turma, era a mais difícil e estressante de todas.  Além disso, é sabido que fiz pouquíssimos amigos de verdade durante a graduação, e eu mal cheguei a vê-los neste período, por conta dos horários diversos. Portanto, é mais que justificada a minha vontade de deixar logo aquele ambiente.

Por outro lado, não havia perspectivas de futuro. Nenhuma proposta de emprego, nenhum mestrado que me agradasse acessível no momento, nada. Apenas um salto no escuro. O dia em que saí do estágio foi bastante triste, porque sabia que perderia meus vínculos com “o mundo do networking”.

Dediquei-me inteiramente a estudar para um concurso de edital pouco claro, e a planejar cada detalhe da minha visita ao namorado.

E assim, me vi sem planos concretos de longo prazo. Foi o fim da fase “estudante de engenharia” e o início da “engenheira à procura de colocação no mercado de trabalho”. Insegurança total.

 

Obs.: sim, o fim repentino do texto é proposital, para combinar com a sensação de vácuo que senti no período.

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