12 de Junho de 2014

Não sei se li e assisti contos de fadas demais. Sei que desde que consigo me lembrar, acredito no mágico amor verdadeiro, e sempre tive esperanças de encontrar o meu príncipe encantado, embora não tivesse a certeza de que ele realmente existisse.

Tive um mau primeiro beijo. Seguido de uns poucos outros maus beijos. Seguidos por amores platônicos, que me fizeram prometer a mim mesma esquecer estes beijos vazios, porque eu não gostava deles mesmo. Até que decidi dar oportunidade a um beijo, e gostei dele. Dei a oportunidade porque vinha de uma boa pessoa. E só isso, uma boa pessoa com um beijo que eu gostava, e não o meu príncipe encantado.

Mas, além de ouvir muitos contos de fadas, eu também ouvia (e via) muitas histórias de horror reais, duramente comparadas na minha cabeça de forma estatística com dois ou três “contos de fadas” reais. E, naquele momento, eu preferia a esperança de uma vida boa em paz do que uma história de horror, pois tinha medo que o “príncipe encantado” não existisse de verdade. E passei uns bons anos assim, numa vida boa e confortável.

Até que veio uma tempestade. Uma situação que me fez sair da minha zona de conforto. Só aí eu percebi que, apesar de boa, a vida em que estava não tinha alicerces suficientes para enfrentar “os vilões” que aparecem ao longo de um conto de fadas. Então larguei o bote, decidi abrir mão da segurança e ir à busca do verdadeiro amor. Por vezes me perguntei se tinha feito a escolha certa, pois o que via no mundo eram mais e mais e muitas mais histórias de horror. Mantinha a fé, mas tinha medo. Uma vida boa era sempre preferível a uma história de horror… Mas já tinha tomado a decisão, e não poderia voltar atrás.

Foram meses difíceis (leia-se em textos passados), mas fui seguindo em frente. Com fé, amigos e perseverança, reconstruí o meu coração, livrei-me das incertezas e o deixei aberto. Se aparecesse o amor verdadeiro em meu caminho, ótimo, se não, poderia viver feliz comigo mesma até que no mínimo aparecesse outra boa pessoa, e estas eu tinha certeza que existiam.

E foi assim, vivendo a minha vida, conhecendo lugares e passeando com meus amigos, que encontrei um príncipe encantado, que me fez sentir tudo que eu imaginava que sentiria no amor verdadeiro. Mas ainda assim, eu tinha medo. Era uma nova fase de tempestades, e todos os sentimentos estavam muito agitados, e eu temia estar criando uma fantasia para ter um novo “bote”.

Por mais que a cada dia a minha certeza aumentasse sobre a veracidade e reciprocidade dos sentimentos, eu ainda temia, pois tem sido uma relação na maior parte do tempo virtual, e é muito fácil simplesmente desconectar-se quando está num dia ruim. A relação virtual não faz conviver com manias, cabelos desgrenhados ou maus hábitos. Parecia bom demais para ser real. E eu tenho muito medo de me iludir.

Então, trabalhamos com toda dedicação para estarmos juntos novamente. E conseguimos. E toda a minha insegurança se foi. Da mesma forma que amo todas as suas qualidades, percebi que amo também todos os seus defeitos. Amo igualmente as suas paciência, perseverança, bondade, seu coração bom, seu cuidado comigo, e a sua boca torta quando manda beijos, sua má postura, seu insistente costume de falar das minhas gorduras… É o que o torna real e perfeito para mim. É o que o faz ser O MEU príncipe encantado. E tudo que eu mais quero, tão logo quando possível, é viver a minha vida ao teu lado, meu Jorge. Viver a NOSSA vida juntos, combater os vilões em nossa história e apreciar os bons momentos, juntos. Para sempre.

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