Jim Sturgess

Não sei que estranha coincidência é esta.

O primeiro filme que assisti em Portugal foi em Coimbra, logo assim que pedi o divórcio, com meu amigo Leo Santos. “Across the Universe”, ou o filme dos Beatles. Chorei horrores. (e daí Beatles agora parecem lembranças tristes)

Depois, estávamos desocupados em casa e fomos assistir “Para Roma com Amor“. Nada demais, só mostra a bela Roma.

Em seguida veio um cinema com a Malta: “Cloud Atlas“. Um filme louco a princípio, mas que prendeu minha atenção todo o tempo e me fez pensar, portanto, classifiquei-o como um filme ótimo.

Depois, aceitei um convite de Marco e assistimos “Os Miseráveis”. Bom e triste.

Numa noite da Malta, o eleito foi “Django“. Clássico e divertido, mas nada que toque o coração ou mexa com as ideias.

Nova falta do que fazer, e sessão menininhas no cinema assistindo “O Impossível“. Triste, drama, mas bom também.

E aí fiquei triste, carente, queria muito ver um filme que dois amigos me recomendaram, um deles disse até ser a minha cara. Foi o primeiro filme que assisti sozinha: “As Vantagens de Ser Invisível“. Lindinho.

Daí, Dani queria assistir um filme 3D, e fomos ao “Épic“. Uma boa animação, boa história, mas comum.

Em Évora fui quase obrigada a ver um filme com Brunno: “Professor Peso Pesado“. Bom.

E então hoje estava com muita vontade de ver um filme, pedi uma recomendação à Saulo e ele me indica “Upside Down”. E eu amo! Me identifico totalmente no momento.

E qual a razão do post? A excessão das “Vantagens de Ser Invisível”, todos os filmes marcantes deste intercâmbio têm Jim Sturgess como ator, e protagonista em 2 de 3 deles. É uma coincidência inusitada e… lindo.

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Compêndio

Em Portugal existem as férias de Páscoa. Pouco antes delas, minha família lisboeta viajou para Amsterdam e Bruxelas e eu fiquei sozinha… Não quis ir, pelo frio e pelos euros. Também me sentia um pouco perturbada, e decidi ir visitar um grande amigo, para conversar um pouco e ver se me colocava de volta nos eixos. A visita deu certo, mas a conversa não, pois outro amigo ficou com pena de me ver viajando sozinha e se ofereceu pra me acompanhar. Não podia recusar a oferta, e o passeio a Évora foi muito legal.

Voltei, passei o fim de semana com Marco, segunda os primos já estavam de volta. Mas Reinaldinho ainda estava aqui, então fiquei um tanto carente… decidi passear sozinha, e o resultado dessa mistura não poderia dar certo. Mas pronto, já aprendi que esta vida não tem futuro. Na semana de férias, fui pra Aveiro. É uma cidade linda e pequenina, e criei verdadeiros laços com um amigo que fiz em Coimbra, na latada, e que me acolheu em sua casa.

Reinaldinho foi embora, e a vida foi voltando ao normal na Casa dos Primos e no meu coração.

Chegou a primavera, e Lisboa parecia finalmente esquentar. Saí de casa sem cachecol, na volta tomei vento frio e fiquei com a garganta péssima…

A Malta viajou unida no feriadão de 25 de abril, conhecemos Porto e Vila Nova de Gaia (lindos), Guimarães (pequeninamente lindo) e Braga (nem tanto). Voltei um pouco adoentada (eufemismo, estava ardendo em febre) mas fui ao show perfeito de Marisa Monte. Marco pensa que me acompanhou até em casa, mas na verdade ele me trouxe, pois eu estava péssima. Mas o show foi incrível!

Depois desse dia sofri um pouco com a gripe, até melhorei um pouco, mas estava com tosse, então fui a farmácia e comprei um xarope… No dia seguinte amanheci com dor de ouvido. Estava tudo pronto para ir à Queima das fitas de Coimbra, mas dor de ouvido me derruba completamente. Liguei pro seguro, fui ao hospital, me senti culpada pois me mandaram pra emergência por uma simples dor de ouvido mas pronto, ninguém foi prejudicado e o médico disse que eu ficaria bem. Comprei a medicação e parti pra Coimbra.

A casa dos meninos estava uma loucura (pra variar, com tantas visitas), mas gosto muito do astral da República dos Colonizadores. A princípio, a Queima não parecia nada mais que um show grande, como a Latada. No dia seguinte teve a Color Run, com mais energia positiva maravilhosa. Após alguns desencontros, voltei pra casa sozinha (com a ajuda de um amigo que fiz em Londres, o Neto), e fui refletindo e pensando e ficando triste… Mas nada que uma boa festa não curasse, me arrumei e fui pra noite com a Malta. Nos divertimos muuuuuito (Pinda nas Mina, Pinda!), mas também tive desencontros… Por fim, voltamos a Lisboa.

Os desencontros culminaram com o fim daquilo que nem começou.

Exames do começo de maio, festa surpresa de aniversário (a primeira da minha vida!), viagem a Amsterdam, Bruxelas e Paris com Marco (sim, pois ir até Paris e voltar de lá saiu mais barato que voltar direto de Bruxelas). Não gostei muito de Amsterdam, é uma cidade um tanto sombria demais, fria demais e louca demais… Amei Bruxelas, não sei se por conta do festival gay que se passava no período, que dava um ar de extrema alegria por todas as ruas, mas amei. E não detesto mais Paris, apesar de estragar o momento de Marco com a Torre Eiffel e de subirmos-la a pé no dia seguinte. A volta de Paris pra Lisboa foi minha primeira viagem sozinha, e foi bom pois já adquiri experiência viajando acompanhada, e tinha de adquirir sozinha para voltar ao Brasil…

Brunno veio nos visitar para o Brazilian Day e trouxe uma amiga, Simone. Tallys e Leo Santos também vieram, para o show do Iron. Tallys ainda ficou um tempinho, fazendo turismo. Vieram mais exames (os últimos!), Dona Jô e Tia Albertina vieram ter conosco (mãe e tia de Jose) e foi uma semana excelente. Tivemos comidas gostosas e fomos à Fátima e à Quinta da Regaleira.

A visita à Fátima não foi muito produtiva, pois meu cérebro ainda estava poluído de Amsterdam, mas lá é um lugar lindo e de muita paz. Tanta, que começamos a falar de Darlan e de como ele estaria em Fátima e como ele é um bom menino, etc etc… e isso mudou minha vida. Percebi que Darlan é um menino bom e amável, e que não tem como não gostar dele. O mesmo que eu dizia (e ainda digo) de Diogo, e que eu não tenho um pingo de atração por Darlan. Isto significa que não é porque um menino tem todas as qualidades que eu tenho de agarrar-me a ele, pois ele tem de ser o amor da minha vida. E a partir deste dia sempre tive meu coração feliz.

Brunno convidou-me para uma viagem de carro pelo sul da Espanha: Córdoba, Granada e Sevilha. A viagem seria no dia seguinte à minha última prova, mesmo dia que as meninas voltaram para o Brasil. A princípio não estava com muita vontade de ir, estava cansada dos exames e do turismo, mas queria muito conhecer a Espanha e não sabia se teria outra oportunidade. Aceitei.

Iriam Brunno e Simone, uma amiga em comum deles mandou o namorado dela e Simone chamou um amigo dela, os dois portugueses. Estava toda feia da semana dos exames: olheiras, unhas por fazer, cabelo duro… mas pensei: ah, vão Simone, Brunno e dois portugueses, não preciso me arrumar não, os primeiros são de casa e os segundos nem vão se meter comigo…

Ao chegar à Évora, Simone avisou que os dois se chamavam Jorge, mas um era chato e o outro legal, e me deu a missão de identificá-los. Resumindo, por fim estendi a viagem por mais um dia e fiquei para a Queima das Fitas de Évora. Apaixonei-me pelo Jorge legal…

Voltei pra Lisboa, decidimos ir pra Barcelona, compramos passagem para uma semana a frente.

Uma semana depois ele veio visitar-me, e apresentei-lhe a minha Lisboa.

Ele voltou pra Évora num domingo, nós fomos pra Porto no mesmo dia e Simone voltou para o Brasil na segunda. Após linda noite no aeroporto e 2h de atraso do vôo devido a problemas técnicos no avião da Ryanair, ficamos na casa de Thamy e Lula (obrigada gente, vocês são uns amores!), gostamos muito de Barcelona e voltamos pra Lisboa.

Fui pra Évora ver meu Jorge, era semana de seu aniversário. Voltei, e deparei-me com despedidas… Caxias, Val, Ricardo…

E está chegando a hora. E eu, com o coração dividido entre meu lar e meu príncipe encantado…