O Que Sobra Depois do Fim

Ter uma vida inteira com uma pessoa.

4 anos, 9 meses e 4 dias. Tempo de uma vida, sim.

Compartilhar cada minuto, cada emoção, novas experiências, alegrias, tristezas, segredos, descobertas… cumplicidade. Mas algumas coisas começam a se desencaixar pelo caminho… ritmos diferentes, vontades diferentes, percepções diferentes de um mesmo sentimento. E aí, de repente, tudo acaba.

Fim.

Não há mais conversas.

A vontade de compartilhar, de contar coisas, de conversar sobre a vida, ainda existe.

Mas a dor do rompimento, dos planos que não foram vividos, da sensação de abandono e de ser substituível, impedem a existência de conversas sem lágrimas.

Então, o que fazer com todas as coisas boas que existiam? Para onde vai a amizade, o cuidado, o carinho…? Coisas que não se perdem.

Como desejar felicidades a alguém tão importante em sua vida, na história de sua vida, sem haver sofrimento?

Não sei.

Fica mais uma pergunta da série: não sabe responder a si mesma.

Mesmo que mude.