Mais de Mim

Gosto de frutas.

Não gosto de doces de ovo.

Não gosto de doces que não são doces.

Só gosto de bebidas doces.

Sou carente.

Gosto de conversar.

Gosto de pessoas reais.

Gosto de pessoas que me fazem pensar.

Não gosto de algumas pessoas que ao me fazerem pensar, ligam meu pensamento a elas.

Não sou fria, sou racional.

Também sou muito passional.

Gosto de boas músicas.

De bons livros.

De belos lugares.

Da natureza.

Do sol ardendo na pele.

Do vento frio queimando na pele.

Gosto de explorar.

Gosto de aprender.

E descobrir coisas novas.

E relembrar coisas velhas.

Gosto de amigos. Amigos de verdade, claro.

Amo dançar.

Gosto de dormir.

As vezes, gosto de acordar cedo.

Gosto de organização.

Não gosto de mania de limpeza.

Amo animais. Especialmente os fofos.

Não sou sinestésica, mas associo cheiros à momentos.

E não caibo em um texto.

 

Enfim, a Exponencial

Semana triste e reflexiva com a despedida das meninas. Um mês comportadinha, sem festas em dias loucos e estudando quase como se deveria. Dei-me uma folga, resolvi ir à Urban, e acabei perdendo as minhas aulas preferidas, as da quinta-feira. Continuei a folga com um forrózinho no fim de semana, era despedida da Noite para Marco, até receber sua próxima mesada de Dilmãe.

Senti-me bandida.

Fui à missa, após 2 domingos ausente, minha alma sedenta de paz.

Tentei correr atrás do prejuízo das aulas perdidas, mas tive o azar de estar em minha semana vermelha, então só consegui dormir.

Marco viajou com Douglas. Reinaldinho chegou, e tornou essa casa mais feliz.

Em tantos aspectos que nem ele nem Jose podem imaginar.

Vendo-os, pude perceber que sim, tomei a decisão correta. O que eu senti não era amor, era apenas gostar. E gostar também não é pouca coisa…

Percebi que comecei a sofrer porque meu coração começou finalmente a ter noção do ocorrido, e sentiu falta do sentimento que o ocupava. Que sofri ainda mais, porque para mim é incompreensível (sim, no tempo presente) que alguém que declarava tanto amor possa tê-lo matado e criado outro aparentemente do mesmo tamanho por outra pessoa, que nem conhecia, em tão curto espaço de tempo.

Mas, como diria Carlos Drummond de Andrade: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

E ainda que qualquer dia desses eu esteja emocionalmente fraca, conheci um carinha super legal que me contou sua história, resumida na minha mente em um simples diálogo, para me lembrar de optar por não sofrer:

“-Olá, minha esposa a 11 anos. Quero terminar tudo. Fiquei com uma menina, estou gostando dela e quero ficar com ela.

-Eu não vou desistir de você. Sei que o que está vivendo é passageiro, e eu te amo.”