Montanha Russa

Depois de um fim de semana louco, uma semana mais louca ainda…

Dormi na aula. Não consegui fazer um trabalho. Me estressei com quem não devia. Caminhei. Perdi a aula. Gostei da aula. Visitei o inferno numa festa. Enjoei, enjoei e enjoei. Estou no centro de uma greve histórica na Europa, mas nem vi nada, não tenho tv e não tinha transporte pra sair de casa. Acordei incrivelmente bem. Tão bem que não acreditei, coloquei A trilha sonora pra ver se meu coração ainda está vivo. Sim, está. Recebi visitas legais. Conheci um outro ângulo de Lisboa. Fiz feijão. Lavei roupas. Carente…

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Fim de Semana Enrolado (08 a 11/11)

Quarta foi o dia que fez mais frio em Lisboa. Saímos pra aula das 8h e o céu estava branco! Falávamos e saía fumacinha… Chegamos em casa e fomos direto pra cama! A noite, veio a lavagem de roupas… Nunca senti tanta felicidade em lavar roupas! Estava morrendo de frio, joguei todas as blusas na máquina rezando para que saíssem intactas, e só lavei a mão as peças miúdas. Pensei que iria morrer congelada, mas depois que coloquei as mãos na água até passou o frio. Jose disse que essa felicidade é pelo fato de a máquina fazer todo o serviço, pois quando lavou as dela sentiu a mesma coisa.

Quinta acordei 13h30, tomei café da manhã de cereal com iogurte, almocei cereal com leite e de sobremesa cereal puro (sim, tudo de uma vez :p). Passei a tarde meio que fazendo nada, consertando as almofadas, ligando e mandando mensagem pro povo… na hora do jantar, descobri que não tinha pão para quando os meninos chegassem do inglês. Me arrumei, e desci pro Colombo para aproveitar e comprar um telemóvel (celular) e sair dessa vida de troca de chips. Chegando lá, meu desconto não valia naquela loja, então eu simplesmente me arrumei toda para comprar pão…

Sexta acordei menos tarde, 12:30, e fiz o almoço (meu primeiro almoço completo!), que por sorte ficou bem gostosinho. Guardei minhas roupas limpas, me arrumei e fui em Baixa-Chiado comprar o telemóvel. Ainda era cedo pro inglês, então subi pra passar o tempo no Colombo e na volta acabei distraindo e passando da estação, fui descer em Terreiro do Paço… Voltei, assisti à aula e vim pra casa. Nesse meio tempo, Jose havia me ligado algumas vezes, pois Antônio estava chegando de Coimbra com um amigo dele para passar o fim de semana aqui em casa. Eu nem lembrava! Pra mim eu ia em casa pega Jose e ir pra casa de Isabela Moraes, pois estava rolando um cineminha, mas ficamos e esperamos os meninos chegarem.

Quando chegaram, decidimos sair pro Bairro Alto, mas antes resolveram inflar o colchão… Não tinhamos bomba aqui, e Antônio esqueceu a dele em Coimbra, então eles pegaram emprestado com o cunhado do amigo de Antônio um compressor cuja alimentação era de cinzeiro de carro, mas junto veio um adaptador para tomada… resultado: ao colocar na tomada, apagou toda a luz do apartamento! Eu, na minha inocência, pensei: ah gente, é só ir no contador e ligar o disjuntor de novo! Mas o contador tem 2 chaves e 3 coisinhos que descobri mais tarde que eram botões! Ligamos pra Silvia, nossa porteira salvadora, mas suas instruções não funcionaram, então ligamos pra EDP e a atendente deu todos os passos pacientemente, e consegui religar a luz!

Antes disso ninguém estava com muita vontade de sair, só o amigo de Antônio, o Monteiro, mas depois ficamos tão felizes com o retorno da eletricidade que saímos mais contentes. Chegando no Bairro Alto encontramos um barzinho bem bonitinho, Vinte e Um, que tocava surfmusic. Após muitas resenhas e alguma atormentação, voltamos pra casa e fomos dormir as 6h da madrugada.

As 10h30 recebi ligação chamando pra ir pro zoológico. O pessoal estava combinando de ir à Sintra com o cunhado do Monteiro, mas estavam meio assim por conta das vagas no carro. Como eu já não queria ir, o convite caiu do céu! 11h saí de casa, o autocarro já estava vindo quando cheguei na paragem (ponto), e passei um dia feliz no zoo!

Domingo acordei meio-dia, mas todo mundo ainda estava dormindo continuei na cama até as 14h. Tinhamos convites para uma feijoada em Algés e para coxinhas em Chelas, mas decidimos continuar com os planos de levar os meninos pra turistar. Como já era tarde demais pra ver alguma coisa realmente turística, acabamos ficando pelo Colombo mesmo. De lá Darlan e eu fomos pra missa, voltamos, levamos os meninos na rodoviária, colocamos as calças pra lavar e fomos dormir.

Passei o dia inteiro com uma música na cabeça, “Por Enquanto”, e um apertozinho, mas só na segunda vim perceber o que era: domingo foi dia 11, passou-se um mês…

Feliz

Feliz, eufórica, louquinha… e só.

De Volta, e Com Estilo

Depois de alguns dias ruins, constando de pós-divórcio, crise de garganta e tpm, finalmente estou bem e pronta a voltar a escrever.

Como sempre, meu fim de semana começa na quarta feira as 13h, que é quando acabam as minhas aulas da semana. Pela minha sorte, esta quinta foi feriado aqui, e o pessoal compartilhou comigo o fim de semana de 4 dias!
Ainda na quarta-feira, fomos à festa de halloween na Lust, organizada pela Erasmus Lisboa. As festas de quarta são sempre na Urban Beach, pela ESN, mas esta estava muito cara e cheia de não-me-toques para entrar, então decidimos ir para a Lust mesmo. Sem arrependimentos! As meninas combinaram de se arrumar na casa de Isabela Moraes, nossa quase vizinha, e pegamos o metro. Por sorte, encontramos tooodas as meninas no metro, as que iam conosco e as que pretendiam ir à Urban (que depois ficamos sabendo que nem conseguiram entrar!) A festa foi ótima, tinha pouca gente e só gastamos o que consumimos (água caríssima, bebi 100mL com o dinheiro que compraria 30L no Pingo Doce!). Como acabava as 6, decidimos esperar abrir o metro as  6h30min, passando frio na porta da estação do Terrreiro do Paço. Pegamos o metro e viemos para casa.

Dona Delmina tinha combinado de vir ajeitar as camas, então Jose e eu pegamos nossos colchões, jogamos no chão do quarto de Darlan e dormimos por ali mesmo. O pessoal veio, consertou o que tinha de consertar e Darlan resolveu tudo enquanto dormíamos, pois ele não foi a festa. Acordei novamente umas 12h, com mensagem de Dani convidando para um piquenique em Alameda. Queria ir, mas acabei dormindo de novo e acordando quase 15h! Nos arrumamos e fomos almoçar/jantar no Colombo, e em seguida fizemos a parte 1 das compras, pois estava faltando até papel higiênico!

Voltamos para casa, pensando em ir para uma festa brasileira do Erasmus Lisboa que teria a noite na Bali. Eu estava bastante dolorida, pois esqueci de por as meias e a bota ficou deslizando do pé durante a festa, além disso caí da escada (amanheci com os degraus marcados em ronchas na canela!) e as típicas dores de menina. Mas mesmo assim decidi ir com os meninos, já tinha perdido o funk na Urban por causa da chuva e não queria perder este, pois as baladas aqui só tocam música eletrônica. Chegando lá, desagradável surpresa: foi propaganda enganosa, tocaram umas 4 musiquinhas brasileiras e o resto eletrônica, como de costume. Foi divertido, mas como estava maria-das-dores, passei um bom tempo sentada. Voltamos de autocarro e novamente dormimos até mais de meio dia.

Darlan foi à UL resolver coisas de seu curso e as pendências do banco, sobre nossas passagens de fim de ano. Eu fui ao inglês, tive aula particular pois só eu fui… de lá, voltei ao Colombo e terminamos de fazer as compras. No dia anterior tinha combinado com Isabela Moraes de irmos ao karaokê, mas como só Isabela Berbert e Daniela sabiam onde ficava, e nenhuma das duas ia, mudamos de rumo e fomos ao Irish Pub. Muuuuuuuuito legal! Música irlandesa ao vivo, com violino e percussão e outros instrumentos que nem sei mais!

No dia seguinte, sábado, acordamos depois do meio dia, Darlan fez almoço enquanto Jose e eu limpamos a casa. Ficamos um tempinho na internet, procurando o que fazer e resolvendo as passagens, até que Isabela encontrou um espetáculo de Bibi Ferreira no teatro D. Maria II, na praça do Rossio. Como foi de última hora, nos arrumamos correndo e saimos. O ingresso individual mais barato era 8€, e chegamos em cima da hora! Então, na hora de comprar perguntamos onde tinha lugar para 5 (os 3 de casa, Bela e Dani), e o senhor da bilheteria nos informou que 5 juntos só no camarote, que custava 25€ (ou seja, 5 para cada)! Topamos na hora! O concerto foi excelente, tive a mesma sensação de quando visitamos algo histórico, pois ela é um ícone do teatro brasileiro, e a mulher com 90 anos canta demais!

Voltamos para casa muito felizes, não sem antes fazer um lanchinho no Mc… Na saída do metro estava chovendo, eu queria vir andando assim mesmo, não levei sombrinha mas estava com minha blusa impermeável, mas Darlan como sempre não levou guarda chuva, então ficamos um bom tempo na paragem esperando o autocarro pra descer no ponto seguinte e vir pra casa na chuva do mesmo jeito!

Pro domingo, amanhã, esperamos fazer nosso trabalho de hídrica e dormir cedo, que segunda tem aula…