Já É

Lulu Santos
Sei lá…
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguem inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou, no trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou espelho é que se transformou
A gente não se reconhece alí
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

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Vaga-lumes

O Teatro Mágico
Brincando de correr entre vagalumes
sem querer pegamos uma estrela baixa
roubamos todas as flores pra esconder perfumes
estrelas vagalumes dentro de uma caixa

E foi até estranho, a gente nem deu conta
talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar
menino vagalume, flor, menino estrela, a brisa mais
forte veio te buscar

Pra temperar os sonhos e curar as febres
inserir nas preces do nosso sorriso
brincando entre os campos das nossas idéias
somos vagalumes a voar perdidos… a voar perdidos…

E quando a gente apaga, tudo fica escuro
Mas o medo não vence, pois lutamos só
Por de cima do muro, a gente enxerga o mundo, a
fábrica de Deus fazendo gente do pó 
Deixa pra lá o que não interessa,a gente não tem
pressa de viver assim
Feito platéia da nossa própria peça, histórias,
prosas, rimas, sem começo e fim

Pra temperar os sonhos e curar as febres
inserir nas preces do nosso sorriso
brincando entre os campos das nossas idéias
somos vagalumes a voar perdidos
a voar perdidos…