Eu Te Amo Você

Kiko Zambianchi (por Marina Lima)
Acho que não sei não
Eu não queria dizer
Tô perdendo a razão
Quando a gente se vê

É tudo tão difícil
Que eu não vejo a hora
Disso terminar
E virar só uma canção
Na minha guitarra

Eu te amo você
Já não dá prá esconder
Essa paixão

Eu queria te ver
Sentindo esse lance
Tirando os pés do chão
Típico romance

Mas tudo é tão difícil
Que era mais fácil
Tentarmos esquecer
E virar só uma ilusão
Nessa madrugada

Eu te amo você
Já não dá prá esconder
Essa paixão

Mas não quero te ver
Me roubando o prazer da
Solidão
Eu te amo
Te amo você
Não precisa dizer
O mesmo não
Mas não quero me ver
Te roubando o prazer da
Solidão

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Era uma vez uma drosófila sonhadora

– Não vejo a hora de contar as minhas histórias de vida aos meus netos… Como aquela vez em que eu, o Zé e os caras ficamos muito loucos de flit quando estávamos ali na fruteira, fazendo um lanchinho!
– Mas isso foi agora há pouco, na hora do almoço.
– Claro, eu nasci esta manhã. Quando mais poderia ser? Estas maluquices a gente só faz na juventude, né? Imagina, encher a cara de flit à noite, quando já estamos na madureza, é feio.
– E quando exatamente você pretende encontrar os seus netos?
– Como assim?
– Bom, você sabe… Só enquanto conversávamos aqui já entramos na meia-idade! Por acaso, seus netos já nasceram?
– Não, mas meus filhos já estão me dando problemas com a adolescência. É dose. Há meia hora eles eram bebezinhos lindos, e agora me vêm com um papo de “empresta as chaves do carro, coroa?”. Pfff.
– Er… então, como você pretende encontrar os seus netos se agora já estamos no asilo?
– Do jeito que meus filhos estão indo, já já recebo a notícia do nascimento dos novos rebentos da família.
– Acha que vai dar tempo?
– Claro que s… ugh! Meu coração! Acho que estou… estou… Olha, uma luz, que lindo! Vou em direção a ela!
– Cadê o botão para chamar a enfermeira? Ei, enfermeira! Aqui! Ó, mais um empacot… Ugh! Meu coração!

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